
O volume de água que deve chegar aos reservatórios das hidrelétricas ficará abaixo da média histórica em abril em todo o País, segundo previsões divulgadas nesta sexta-feira pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ainda assim, diante da política operativa adotada pela organização, a expectativa é de melhora do armazenamento em três dos quatro submercados.
A chamada Energia Natural Afluente (ENA) deve ficar 42.923 megawatts médios (MWmed), ou 78% da média de longo termo (MLT), no Sudeste/Centro-Oeste, subsistema que é considerado a caixa d’água do setor elétrico nacional por responder pela maior parcela da capacidade de armazenamento do sistema.
Esse volume, associado a uma política operativa de geração dimensionada para controle de nível e atendimento à ponta de carga, deve permitir que a energia armazenada nos reservatórios do subsistema aumente 5,1 pontos porcentuais (p.p.), encerrando o mês em 69,7%, ante os atuais 64,6%.
No Nordeste, a previsão é de uma ENA de 81% da MLT, enquanto o nível de armazenamento deve subir 6,6 p.p., para 94,9%.
No Norte, a afluência esperada é de 83% da média histórica e, a despeito de uma política operativa de exploração dos recursos com alocação máxima possível da disponibilidade detectada nas usinas, o nível dos reservatórios da região deve crescer 2,3 p.p. e alcançar 95,8% ao fim de abril.
Já no Sul, que atravessa uma forte estiagem, a previsão é de ENA em 47% da MLT. Com isso, mesmo com a prevista minimização da geração hidrelétrica regional e o apoio de volumes energéticos vindos de outros subsistemas e também de potencial importação da Argentina, o armazenamento deve recuar 5,1 p.p., para apenas 27,9%.
Fonte: Broadcast
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